Foto: Reprodução

Na RMVale, secretário de Saúde de SP, Eleuses Paiva afirma: “Hospital Regional de Cruzeiro deve abrir as portas ainda em 2025”

O Hospital Regional de Cruzeiro deverá iniciar suas atividades até o fim deste ano. A confirmação foi feita pelo secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, durante o 3º Ciclo de Oficinas Regionais de Saúde, realizado nesta terça-feira (12) em São José dos Campos.

O encontro reuniu secretários municipais, prefeitos e gestores para discutir ações de integração e organização do sistema de saúde no Vale do Paraíba, com foco na pactuação de fluxos assistenciais entre as cidades. Paiva defendeu políticas adaptadas às realidades locais e reforçou que o governo paulista tem direcionado esforços para enfrentar gargalos e otimizar recursos, especialmente na região.

No caso de Cruzeiro, a entidade que ficará responsável pela gestão do hospital será anunciada nas próximas duas semanas. A unidade, voltada para atendimentos de média e alta complexidade, faz parte da estratégia de regionalização dos serviços e deve ajudar a aliviar a demanda sobre hospitais de cidades vizinhas.

O secretário também destacou investimentos em outras unidades estratégicas: o Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, que já recebe aporte mensal de R$ 4 milhões, e o Hospital Universitário de Taubaté (HMUT), que conta com R$ 3,5 milhões mensais do governo estadual para manutenção e melhorias estruturais. Segundo Paiva, o objetivo é ampliar em até 40% a capacidade de atendimento, com crescimento já registrado nas cirurgias de alta complexidade (+35%) e eletivas (+30,72%) na região.

A ampliação dos serviços também atinge os hospitais regionais de São José dos Campos e Caraguatatuba. Em todo o estado, o orçamento da saúde recebeu um incremento de R$ 5,8 bilhões no último ano, equivalente a 14% da arrecadação paulista. Esse reforço financeiro permitiu reativar mais de 6,4 mil leitos antes desativados e avançar na implementação da tabela SUS paulista.

Entre os números apresentados, destaca-se o aumento no volume de cirurgias eletivas, que saltaram de 700 mil para 1,2 milhão em dois anos, e das cirurgias de alta complexidade, que cresceram de 10.550 para 14 mil no mesmo período.

A diretora da DRS, Ana Beatriz Hernandez, ressaltou a importância da articulação entre União, estado e municípios para que o SUS funcione plenamente. Já o secretário de Saúde de São José dos Campos, George Zenha, lembrou que a cidade responde por 30% do atendimento de pacientes vindos de outras localidades, e que a regionalização será essencial para equilibrar a distribuição de recursos e reduzir a sobrecarga.

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