A recém-formada Frente Parlamentar de Enfrentamento à Adultização Infantil fez sua primeira reunião no dia 14, dois dias após sua criação na Câmara Municipal de São José dos Campos. Estavam presentes os vereadores Zé Luís (PSD) – que propôs o grupo, Amélia Naomi (PT), Claudio Apolinario (PSD), Fernando Petiti (PSDB), Juliana Fraga (PT), Gilson Campos (PRD), Senna (PL) e Sérgio Camargo (PL).
A adultização infantil ocorre quando crianças são expostas precocemente a comportamentos, linguagens, responsabilidades e padrões estéticos próprios da vida adulta, o que pode comprometer o seu desenvolvimento físico, emocional, psicológico e social.
Os participantes discutiram o apoio ao projeto de lei em tramitação que institui um programa municipal de proteção da infância no ambiente digital por meio de palestras nas escolas e campanhas orientativas à população (PL 459/2025).
Também a divulgação de conteúdo informativo e de conscientização nos canais de comunicação institucionais da Câmara e a realização de uma audiência pública com a participação de órgãos da rede de proteção e sociedade para colher ideias e sugestões para elaboração de um protocolo.
Além dos vereadores que participaram da reunião, integram a frente Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Rogério da Acasem (Progressistas) e Sidney Campos (PSDB).
Depois, no dia 19, foi a vez da Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia, Erotização Infantil e Violência Doméstica fazer sua primeira reunião. Além do vereador Senna (PL), que propôs a criação do grupo em fevereiro, também participaram Amélia Naomi (PT), Carlos Abranches (Cidadania) e Lino Bispo (PL). Eles discutiram a conscientização em condomínios, igrejas e centros comunitários, a fim de disseminar informações como o disque 100. O encontro contou com a presença da presidente da Comissão Infantojuvenil da OAB de São José dos Campos, Suraia Strafacci, e da conselheira tutelar Ana Paula Diniz Oliveira.
A advogada Suraia lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de 4 a 8 anos de reclusão e multa para quem fotografar, filmar, registrar ou reproduzir, por qualquer meio, pornografia envolvendo criança ou adolescente. Também a quem exibir, transmitir, vender o conteúdo, agenciar, recrutar, coagir ou intermediar a participação do menor de idade. E pena de 3 a 6 anos de reclusão e multa para a oferta, troca, distribuição ou divulgação desse tipo de material.
A conselheira Ana Paula detalhou a atuação em casos de denúncia, em conjunto com CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), CAPS Infantil (Centro de Atenção Psicossocial Infantil), Vigilância em Saúde e DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Segundo ela, a cidade registrou 389 casos de abuso sexual de crianças e adolescentes em 2025. E salientou a necessidade de descentralização, por meio da implantação de uma unidade do Conselho Tutelar no distrito de São Francisco Xavier para atender ocorrências locais.
Informe Publicitário
Câmara Municipal de São José dos Campos