A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o início de uma reestruturação estratégica da segurança nacional e estabeleceu um prazo de 100 dias para a elaboração e a apresentação de um “Plano de Defesa da Nação”. O comunicado foi feito durante um evento em que ela foi reconhecida como comandante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), semanas após a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e na transferência do casal para os Estados Unidos.
No discurso, Rodríguez afirmou que o governo venezuelano estaria disposto ao entendimento e ao diálogo, mas rejeitou novas ações hostis. Ela sustentou que, internamente, a resposta seguirá a lei e a Constituição.
Além das medidas voltadas ao sistema defensivo, a dirigente anunciou a criação de um gabinete nacional para defesa e segurança cibernética, que ficará vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes. Segundo a presidente interina, o comando da estrutura será assumido por uma cientista: a professora Gabriela Jiménez, ministra da Ciência e Tecnologia. Rodríguez também convocou especialistas e pesquisadores da área tecnológica para integrar esforços com o Conselho Científico Militar, com foco em fortalecer capacidades nacionais ligadas à defesa, ciência e inovação.
Durante a cerimônia, Rodríguez citou Simón Bolívar e apelou para que um “espírito de luta” oriente os venezuelanos na abertura de novos caminhos em nome da proteção do país.
Contexto do caso nos EUA
De acordo com o relato apresentado no texto, em 3 de janeiro de 2026 os Estados Unidos lançaram uma operação contra a Venezuela com o objetivo de capturar Maduro e Cilia Flores e anunciaram que pretendiam conduzir o país até a conclusão de uma transição de poder. Já em território norte-americano, Maduro e Flores fizeram declarações breves em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Eles se declararam inocentes, e a próxima audiência foi marcada para 17 de março. Rodríguez voltou a pedir a libertação do casal.

