Foto: Reprodução

Câmara de São José aprova empréstimo de R$ 225 milhões com o BNDES para pacote de modernização

A Câmara Municipal de São José dos Campos aprovou nesta quinta-feira (5) o projeto do prefeito Anderson Farias (PSD) que autoriza a Prefeitura a contratar um financiamento de R$ 225 milhões junto ao BNDES. Com a votação concluída, o texto segue agora para sanção do Executivo.

De acordo com a proposta, a operação será feita por meio do PMAT, programa voltado à modernização da administração tributária e ao fortalecimento da gestão em áreas sociais básicas. O planejamento apresentado prevê a aplicação de R$ 103,2 milhões em 2026, R$ 98,7 milhões em 2027 e R$ 23 milhões em 2028. As condições citadas no projeto indicam juros na faixa de 12,35% ao ano e possibilidade de pagamento em prazo que pode chegar a 20 anos.

Como foi a votação

Entre os 21 vereadores, 14 votaram a favor: Amélia Naomi (PT), Fabião Zagueiro (PSD), Gilson Campos (PRD), Juliana Fraga (PT), Lino Bispo (PL), Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PSD), Renato Santiago (União), Roberto do Eleven (PSD), Rogério da Acasem (PP), Sidney Campos (PSDB) e Zé Luis (PSD).

Seis vereadores votaram contra: Anderson Senna (PL), Carlos Abranches (Cidadania), Fernando Petiti (PSDB), Roberto Chagas (PL), Sérgio Camargo (PL) e Thomaz Henrique (PL). Claudio Apolinário (PSD) não participou da sessão.

Para onde vai o dinheiro

Na justificativa enviada ao Legislativo, o prefeito Anderson Farias sustenta que o empréstimo é necessário para viabilizar um conjunto de intervenções voltadas à modernização administrativa e tecnológica, envolvendo desde infraestrutura de TI e gestão de dados até serviços ao cidadão, educação e medidas ligadas à resiliência urbana.

Entre os itens previstos estão atualização tecnológica na rede municipal de ensino, com ampliação de recursos digitais para alunos e professores; implantação de pátios de abastecimento voltados à operação de ônibus elétricos; reforço das estruturas do Centro de Segurança e Inteligência (CSI); além de modernização de sistemas utilizados na área da saúde.

O governo municipal afirma ainda que a operação permitirá reduzir defasagens em equipamentos, integrar sistemas internos e melhorar processos de atendimento. A argumentação do Executivo também cita ganhos administrativos, maior transparência nos serviços e avanço em frentes como mobilidade sustentável, com impacto na qualidade de vida e na posição do município como vitrine de inovação e governança pública.

 

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