Foto: Reprodução

Trump diz que Khamenei morreu após ataques; Irã nega

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que Ali Khamenei, líder supremo do Irã, teria morrido em meio a uma ofensiva combinada contra o país persa. Segundo o relato divulgado por Trump, os ataques já teriam deixado mais de 200 mortos. As autoridades iranianas, no entanto, rejeitaram a informação e sustentam que o aiatolá segue vivo, ampliando o cenário de incerteza e disputa narrativa em plena escalada no Oriente Médio.

A declaração de Trump foi publicada em sua rede social, a Truth Social, por volta das 16h30 no horário de Washington (18h30 em Brasília). No texto, o republicano atribuiu a suposta morte de Khamenei a uma ação realizada “em estreita colaboração com Israel” e com apoio de “sistemas sofisticados de rastreamento”. Em outra publicação, Trump afirmou que esta seria “a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país” e disse ter ouvido que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica, das Forças Armadas e de forças de segurança estariam buscando “imunidade”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também elevou o tom. Em pronunciamento, disse haver “muitos sinais” de que Khamenei “não está mais entre nós”, embora não tenha confirmado diretamente a morte. Na sequência, um alto funcionário israelense afirmou à agência Reuters que o líder supremo iraniano estaria morto e que o corpo teria sido encontrado — sem que a identidade da autoridade fosse divulgada.

Do lado iraniano, a versão oficial é oposta. Em entrevista à ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que tanto o líder supremo quanto o presidente do país, Massoud Pezeshkian, estariam “sãos e salvos”. Mais cedo, Baghaei disse que Khamenei estava vivo “até onde sei”.

Um trecho do noticiário também cita que uma emissora iraniana teria dito ter confirmado a morte de Khamenei com fontes próximas à Guarda Revolucionária Islâmica, e que autoridades ligadas à guarda estariam pressionando por uma nomeação rápida do próximo líder. Ao mesmo tempo, o próprio governo iraniano segue negando oficialmente o óbito, o que evidencia o choque de informações e a dificuldade de verificação independente em meio ao conflito.

Chanceler fala em baixas, mas tenta sinalizar controle

O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que dois comandantes teriam morrido nas ações, mas declarou que integrantes do alto escalão sobreviveram e seguem em seus postos. “Todos os oficiais de alto escalão estão vivos”, disse ele, acrescentando que o país estaria lidando com a situação e que “está tudo bem”.

Convocação às ruas e ameaça de novos ataques

Ainda segundo o material divulgado, Netanyahu convocou cidadãos iranianos a “tomarem as ruas e terminarem o serviço”, enquanto anunciou que, nos próximos dias, forças israelenses atacariam “milhares de alvos do regime” e que a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos “durará o tempo que for necessário”.

Trump, por sua vez, publicou uma mensagem defendendo que a Guarda Revolucionária Islâmica e a polícia “se unam pacificamente” aos “patriotas iranianos” para, segundo ele, recolocar o país em um caminho de “grandeza”. No mesmo texto, mencionou “bombardeios pesados” e disse que o objetivo seria uma “paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.

Questionado sobre quem substituiria Khamenei, Trump afirmou não saber e ironizou que “em algum momento eles vão me ligar para perguntar quem eu gostaria”, dizendo em seguida que estava sendo “um pouco sarcástico”.

 

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