São José dos Campos avançou mais uma etapa rumo à mobilidade aérea urbana. A Prefeitura autorizou a realização de um estudo técnico para avaliar a implantação de um vertiporto na área externa da Farma Conde Arena, dentro do projeto Aero Garden. A proposta, segundo a apresentação do empreendimento, pode mobilizar investimentos acima de R$ 250 milhões e colocar o município entre as referências nacionais em soluções de transporte urbano com aeronaves elétricas.
O vertiporto é planejado como um ponto de passagem para eVTOLs — aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. A estrutura, conforme o desenho preliminar, deverá ficar em frente ao espaço multiuso da Arena, em uma região de grande circulação e conhecida por receber eventos, o que reforça a aposta do projeto em visibilidade e integração com o tecido urbano.
A autorização administrativa foi assinada pelo prefeito Anderson Farias e libera o aprofundamento técnico e a elaboração do projeto para uma possível futura instalação. A ideia é que, se confirmada, a operação seja uma das primeiras do país vinculadas a uma arena privada desse porte. Por se tratar de um modelo novo, a iniciativa também depende de etapas regulatórias e de diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O Aero Garden, apresentado como um complexo de desenvolvimento urbano e inovação, prevê implantação em uma gleba de cerca de 100 mil metros quadrados na Via Oeste. Na fase inicial, o pacote inclui o vertiporto para eVTOLs, uma usina fotovoltaica de 3 MW e um ponto de abastecimento voltado a ônibus, caminhões e veículos elétricos.
A estrutura financeira do projeto indica captação de recursos de até R$ 250 milhões junto a investidores institucionais, com a expectativa de sustentar a viabilidade do empreendimento. Um dos eixos destacados é a sustentabilidade: a usina solar, planejada para uma área com aproximadamente 500 metros de frente para a Via Oeste, deverá atender tanto a Farma Conde Arena quanto o Aeroporto Internacional Professor Urbano Ernesto Stumpf (Aeroporto JK), ampliando a oferta de energia limpa associada ao complexo.
Em uma etapa posterior, o projeto também considera novas frentes comerciais na região, como a possibilidade de um mall nas proximidades da Arena, além da construção de um residencial voltado ao público sênior, compondo um conceito de ocupação urbana integrado.

