O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, escapou de um atentado na noite de segunda-feira (16) após ser perseguido por criminosos armados na RJ-106, no sentido Maricá. Segundo o relato feito às autoridades, um carro emparelhou com o veículo em que ele estava, e homens armados com fuzis passaram a persegui-lo por cerca de dois quilômetros. João Pires estava em um carro blindado e conseguiu fugir sem ferimentos.
Na tentativa de escapar, o secretário entrou rapidamente em um posto de combustíveis ao avistar uma viatura policial do outro lado da rodovia. Durante a manobra, perdeu o controle da direção e bateu em dois veículos, além de atingir uma bomba de combustível. Apesar da gravidade da cena e do susto, ele não se feriu.
O caso aconteceu na altura de Rio do Ouro, em São Gonçalo, e inicialmente foi registrado na 75ª DP. De acordo com a Polícia Civil, quatro homens armados tentaram abordar o secretário, e diligências foram abertas para identificar os responsáveis e esclarecer se a ação foi uma tentativa de roubo ou um ataque direcionado. Mais tarde, diante de informações sobre possíveis ameaças anteriores, a investigação foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, unidade especializada em casos complexos.
O prefeito Eduardo Paes tratou o episódio como atentado e afirmou que João Pires vem realizando um trabalho duro contra esquemas irregulares, especialmente no setor de combustíveis. Em manifestação pública, Paes disse que o secretário combate “máfias”, com destaque para a chamada máfia dos postos de gasolina, e declarou que o trabalho de fiscalização vai continuar.
João Pires é conhecido por ações de fiscalização em postos de combustíveis, com operações que miram suspeitas de fraudes, adulteração e irregularidades contra o consumidor. Essa linha de atuação passou a ser apontada, no meio político e administrativo, como uma possível chave para entender a violência do episódio. Até o momento, ninguém havia sido preso.

