Eduardo Paes formalizou nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, sua renúncia ao comando da Prefeitura do Rio de Janeiro, movimento que confirma sua entrada na corrida pelo governo do estado. Com a saída, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere assumiu a chefia do Executivo municipal em cerimônia de transmissão realizada no Palácio da Cidade.
A mudança encerra mais um longo ciclo de Paes à frente da administração carioca, acumulado ao longo de diferentes mandatos, e reposiciona o prefeito no centro do tabuleiro eleitoral fluminense. A renúncia era esperada nos meios políticos, mas sua formalização transforma a especulação em fato consumado e antecipa o tom de uma eleição que tende a reorganizar alianças, discursos e adversários no estado.
Ao assumir a prefeitura, Cavaliere afirmou que pretende dar continuidade às diretrizes da gestão anterior, buscando transmitir estabilidade administrativa e preservar a identidade política da chapa eleita. A aposta do grupo é clara: mostrar que a troca de comando não significa ruptura, mas a manutenção de um projeto de governo que seguirá em andamento na capital fluminense.
A passagem de bastão também tem peso simbólico. Aos 31 anos, Cavaliere chega ao cargo como o prefeito mais jovem da história do Rio, carregando agora a tarefa de sustentar a máquina municipal em pleno calendário eleitoral, sob o olhar atento de um ambiente político naturalmente tensionado pela sucessão estadual.
Para Paes, a saída da prefeitura representa mais do que um gesto burocrático exigido pelo calendário: é a travessia oficial de um mandato municipal para uma ambição estadual. A partir de agora, o ex-prefeito deixa de ser apenas gestor da capital para se apresentar como protagonista de uma disputa que promete concentrar parte decisiva da atenção política do Rio em 2026.

