O governo de São Paulo anunciou uma nova etapa do programa Casa Paulista com a liberação de 12,5 mil Cartas de Crédito Imobiliário em todo o estado. O aporte chega a R$ 159 milhões e mira famílias de menor renda interessadas na compra do primeiro imóvel.
Na Região Administrativa de São José dos Campos, foram contempladas 156 unidades: 115 em São José dos Campos e 41 em Taubaté. Juntas, elas representam cerca de R$ 2 milhões em recursos. Cada carta tem valor de R$ 13 mil.
Voltado a famílias com renda de até três salários mínimos, o benefício é concedido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação e pode ser usado na aquisição de imóveis habilitados pelo programa. O financiamento é feito pela Caixa Econômica Federal, com apoio de recursos do FGTS.
Na prática, o subsídio estadual pode ser somado ao saldo do fundo e também a programas habitacionais federais, o que ajuda a reduzir o valor de entrada ou a aliviar o peso das prestações no orçamento doméstico.
Levantamento do próprio programa mostra que, em 2025, a renda média das famílias beneficiadas pelas cartas foi de R$ 2,8 mil. Entre compradores de imóveis nos mesmos empreendimentos, mas sem o subsídio estadual, a média chegou a R$ 5,2 mil. Em alguns municípios, a diferença foi ainda mais expressiva, superando R$ 7 mil.
Para aderir, o interessado precisa se enquadrar nas exigências do Casa Paulista e obter aprovação de crédito junto à Caixa. A consulta aos empreendimentos participantes e a simulação do financiamento podem ser feitas na plataforma oficial do programa.
Esta é a nona rodada de liberações desde 2023. Nesse período, o programa já distribuiu 96,3 mil subsídios, somando R$ 1,2 bilhão em investimentos. O volume é significativamente superior ao registrado entre 2012 e 2022, quando foram concedidas 50,8 mil cartas.
No recorte regional, mais de 1,6 mil benefícios já foram destinados à região de São José dos Campos desde 2023, com investimento de R$ 20 milhões. Além disso, mais de 2 mil moradias estão em produção com previsão de uso desse incentivo, em um pacote estimado em R$ 34,3 milhões.
A distribuição das cartas segue critérios técnicos definidos pelo Índice de Priorização de Pleitos, mecanismo adotado pela secretaria para considerar fatores como déficit habitacional, histórico de repasses, desempenho de fases anteriores e capacidade operacional dos municípios.
Outra frente anunciada pelo governo foi o reajuste do subsídio para cidades com até 20 mil habitantes. Nesses casos, o valor por família passou de R$ 10 mil para R$ 16 mil. A medida busca ampliar o alcance do programa em municípios menores, onde o acesso ao mercado imobiliário costuma ser ainda mais restrito.

