Foto: Reprodução

Governador em exercício do Rio promove exonerações no alto escalão

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu novas mudanças no alto escalão do governo estadual ao exonerar nomes ligados à gestão de Cláudio Castro em áreas estratégicas da administração pública. As trocas atingem a Controladoria-Geral do Estado (CGE), o Instituto de Segurança Pública (ISP) e a Secretaria Extraordinária de Representação em Brasília.

Na CGE, Demetrio Abdennur Farah Neto deixou o cargo e foi substituído pelo advogado Bruno Campos Pereira, que até então ocupava a subsecretaria de Contabilidade. No Instituto de Segurança Pública, a delegada Marcela Ortiz foi exonerada, abrindo espaço para a pesquisadora e economista Bárbara Caballero de Andrade. Já na representação do governo fluminense em Brasília, Bráulio do Carmo Vieira, nomeado por Cláudio Castro, foi substituído pelo advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira, ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio.  

As mudanças aprofundam a reformulação administrativa iniciada por Ricardo Couto desde que assumiu o comando do Palácio Guanabara em meio à crise sucessória no estado. Couto passou a ocupar interinamente o governo após a saída de Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar o Senado, em um cenário agravado pela posterior declaração de inelegibilidade do ex-governador pelo Tribunal Superior Eleitoral.  

O movimento é interpretado nos bastidores como uma desmontagem gradual do grupo político montado por Castro dentro da máquina estadual. As áreas atingidas pelas exonerações são consideradas sensíveis por envolverem fiscalização das contas públicas, produção de estatísticas criminais e articulação institucional com o governo federal.  

No pano de fundo da crise, o Rio de Janeiro segue sob um arranjo excepcional de poder. Com a vacância da vice-governadoria e impasses envolvendo a sucessão estadual, Ricardo Couto permanece no comando até que o Supremo Tribunal Federal defina os contornos do mandato-tampão e a eleição indireta que escolherá quem governará o estado até o fim de 2026.  

 

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