A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Castratio para apurar suspeitas de fraude em contratos de aproximadamente R$ 200 milhões firmados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro.
Entre os principais alvos está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que comandava a pasta estadual de Agricultura no período investigado. O parlamentar teve o celular apreendido durante a ação.
Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. As ordens foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A investigação mira suposto direcionamento de licitações para serviços de castração e esterilização de animais. Segundo a PF, a empresa Consuvet teria sido favorecida ilegalmente em contratos com a secretaria, apesar de ter sido criada poucos meses antes do primeiro acordo.
Em outros endereços ligados aos investigados, os agentes apreenderam dinheiro vivo, veículos e equipamentos eletrônicos. O material será periciado.
A PF aponta ainda possíveis irregularidades em documentos apresentados pela empresa e cita a atuação de Antonio Emilio Santos, ex-gestor da secretaria que, após deixar o cargo, passou a integrar a sociedade da Consuvet.
O gabinete de Marcelo Queiroz foi procurado pela Agência Brasil. O espaço segue aberto para manifestação do deputado e dos demais citados.

