Foto: Reprodução

Alta do combustível pressiona aviação e reduz oferta de voos no Brasil

O setor aéreo brasileiro enfrenta um período de retração na oferta de voos domésticos em 2026. Dados atualizados da Agência Nacional de Aviação Civil apontam queda sucessiva nas projeções para os meses de maio e junho, refletindo o aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, principalmente após os reajustes no preço do querosene de aviação.

No começo de abril, a estimativa do mercado era de aproximadamente 2.193 voos diários em operação no país. Poucas semanas depois, as revisões passaram a indicar desaceleração contínua. Na atualização divulgada em maio, a média caiu para cerca de 2.100 voos por dia, consolidando retração superior a 4% em relação à previsão inicial.

A diminuição da malha aérea provoca reflexos diretos em toda a cadeia do transporte aéreo nacional. Com menos frequências disponíveis, o setor registra redução na circulação de aeronaves, queda na oferta de assentos e impacto diário para milhares de passageiros.

Entre os efeitos estimados estão a retirada de dezenas de aeronaves de grande porte das operações regulares e a redução de milhares de lugares disponíveis por dia em aeroportos brasileiros.

O cenário também mudou rapidamente em relação às expectativas do mercado. Em abril, a projeção ainda apontava crescimento moderado da aviação doméstica. Nas semanas seguintes, porém, o avanço dos custos transformou a previsão de expansão em retração operacional.

Os impactos não ocorrem de maneira uniforme no país. Estados das regiões Norte e Nordeste aparecem entre os mais afetados pela redução das frequências aéreas.

O Acre lidera a lista das maiores quedas proporcionais na oferta de voos, seguido pelo Amazonas, onde a dependência do transporte aéreo amplia os efeitos da retração. Também aparecem entre os estados mais impactados Pernambuco, Goiás e Pará.

Outras unidades da federação, como Paraíba e Minas Gerais, também registram redução nas operações, embora em proporções menores.

As projeções para junho indicam que o movimento de retração pode ganhar força nas próximas semanas. A expectativa do setor é de uma nova diminuição no número diário de voos, ampliando os desafios para companhias aéreas, aeroportos e passageiros em diferentes regiões do país.

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