Foto: Reprodução

Vereador de Curitiba investigado por rachadinha é gravado recebendo dinheiro de servidora

O vereador Lórens Nogueira (PP), de Curitiba, tornou-se alvo de uma operação do Gaeco, braço do Ministério Público do Paraná no combate ao crime organizado, após ser investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha” em seu gabinete.

A investigação ganhou força depois que o parlamentar foi gravado, com autorização judicial, recebendo R$ 5.600 em espécie de uma funcionária nomeada por ele. Nas imagens, o vereador aparece contando as notas, conversando com a servidora e, em seguida, guardando o dinheiro em uma mochila.

Segundo o Ministério Público, o valor seria parte do salário da servidora referente ao mês de abril. A funcionária teria relatado que se sentia pressionada a entregar dinheiro ao parlamentar para permanecer no cargo.

Os investigadores apuram se o caso fazia parte de uma prática recorrente dentro do gabinete. A suspeita é de que outros servidores comissionados também fossem obrigados a repassar parte dos salários ao vereador desde o início do mandato. Em algumas situações, conforme a apuração, os valores devolvidos poderiam ultrapassar metade da remuneração dos funcionários.

Durante a operação, foram apreendidas duas malas com aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro vivo.

Lórens Nogueira foi eleito vereador de Curitiba em 2024, com 4.727 votos. Na Câmara Municipal, ocupava a presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, cargo do qual pediu afastamento após a deflagração da operação.

A defesa informou que teve acesso aos autos do processo e que analisa as informações para tomar as medidas jurídicas cabíveis. Também afirmou que o vereador deve se manifestar no momento oportuno, respeitando o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência.

A Câmara Municipal de Curitiba declarou que autorizou o acesso dos agentes ao gabinete para cumprimento do mandado judicial e disse que permanece à disposição das autoridades. O PP informou que não irá comentar o caso.

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