A nova rodada da Indexa Pesquisas sobre a eleição presidencial de 2026 coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na dianteira da disputa. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 31%.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em maio, o presidente avançou três pontos percentuais. Flávio também cresceu, mas em ritmo menor, com oscilação positiva de um ponto. Com isso, a diferença entre os dois passou de nove para onze pontos, mantendo a disputa concentrada nos dois principais campos políticos do país.
O levantamento reforça a dificuldade dos nomes que tentam se apresentar como alternativa à polarização. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Romeu Zema marca 3% e Renan Santos também soma 3%. Os demais candidatos testados ficam abaixo de 2%.
Entre os postulantes fora do eixo Lula-Flávio, Caiado perdeu dois pontos em relação à rodada de maio, quando tinha 7%. Zema também recuou, saindo de 5% para 3%. Renan Santos fez o movimento inverso e subiu de 2% para 3%, embora ainda enfrente o obstáculo do baixo conhecimento nacional.
Os recortes regionais ajudam a explicar o tamanho desse desafio. Caiado alcança seu melhor resultado no Centro-Oeste, com 10%, região onde tem maior identificação política. Zema chega a 5% no Sudeste. Renan Santos, por sua vez, ainda depende de ampliar sua exposição pública: 32% dos entrevistados dizem não conhecê-lo o suficiente para formar opinião, índice que chega a 41% entre eleitores do Sul.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece numericamente à frente. Lula registra 47% das intenções de voto, contra 40% do senador do PL. Em maio, a diferença era de cinco pontos; agora, passou para sete, com Lula oscilando um ponto para cima e Flávio um ponto para baixo.
O desempenho regional dos dois candidatos mantém o desenho já conhecido da política nacional recente. Lula tem seus melhores percentuais no Nordeste, onde chega a 57%, e no Norte, com 52%. Flávio Bolsonaro apresenta maior força no Sul, com 47%, além de marcar 44% no Sudeste e 43% no Centro-Oeste.
A pesquisa também mostra um eleitorado bastante alinhado às próprias identidades políticas. Entre os que se declaram bolsonaristas, 97% dizem votar em Flávio Bolsonaro. O senador também lidera com folga entre eleitores que se identificam como de direita, mas não se consideram bolsonaristas, grupo em que atinge 80%.
Do lado governista, Lula concentra 99% das intenções de voto entre eleitores que se definem como lulistas ou petistas. Entre os entrevistados de esquerda que não se identificam diretamente com o lulismo, o presidente marca 97%. Esses números indicam que os dois polos mantêm alta fidelidade interna, o que reduz o espaço imediato para candidaturas alternativas.
Outro dado importante do levantamento está no grau de decisão do eleitor. Dois em cada três entrevistados afirmam que já escolheram seu candidato e não pretendem mudar de voto até a eleição. Entre os que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 72% dizem estar decididos. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro naquela eleição, o índice é de 66%.
Além da corrida presidencial, a Indexa também mediu percepções sobre temas que devem ganhar peso na campanha. O PIX aparece como assunto de forte interesse popular, especialmente quando surgem debates sobre fiscalização, regulação ou eventuais mudanças no sistema de pagamentos. Já a segurança pública surge com amplo apoio a medidas de enfrentamento ao crime organizado, tema que tende a ocupar espaço crescente no debate eleitoral.
A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 20 de junho, por telefone, com 2 mil eleitores distribuídos proporcionalmente pelo país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08944/2026.

