O PDT deverá oficializar na próxima segunda-feira (20) o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A decisão será anunciada durante a convenção nacional do partido, marcada para ocorrer em Brasília.
A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Lupi. A participação de Lula no encontro é aguardada pelos dirigentes pedetistas, embora ainda não tenha sido oficialmente confirmada. (UOL Notícias)
O posicionamento representa uma mudança na estratégia nacional do PDT, que lançou Ciro Gomes à Presidência da República nas eleições de 2018 e 2022. Nas duas disputas, o partido apresentou candidatura própria e buscou ocupar um espaço político independente do PT.
Segundo Lupi, o apoio ao atual presidente está relacionado à coerência programática da legenda e à proximidade entre algumas das principais bandeiras defendidas pelo PDT e as políticas adotadas pelo governo federal.
Carlos Lupi integrou a atual administração como ministro da Previdência Social. Ele deixou o cargo em maio de 2025, após a repercussão de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades em descontos realizados sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
Apesar de sua saída do governo, Lupi continuou à frente do PDT e participou das articulações para definir a posição da sigla na eleição presidencial de 2026.
A aproximação com Lula também ocorre em um momento de reorganização interna do partido. Desde o desempenho de Ciro Gomes na eleição de 2022, o PDT enfrenta discussões sobre sua estratégia nacional, sua relação com o campo progressista e o futuro das candidaturas presidenciais próprias.
A decisão deverá ser submetida aos integrantes da convenção nacional. Com a aprovação, o PDT passará a integrar formalmente o grupo de partidos aliados à campanha de reeleição de Lula.
O movimento também sinaliza um novo capítulo na relação entre pedetistas e petistas, historicamente marcada por alianças em algumas eleições e por disputas diretas em outras. A direção do PDT avalia que, no atual cenário político, o apoio ao presidente representa a alternativa mais próxima das posições trabalhistas defendidas pela legenda.
A convenção da próxima segunda-feira deverá reunir dirigentes nacionais, parlamentares e representantes estaduais para formalizar a decisão e discutir a participação do partido na campanha eleitoral.
