Foto: Reprodução

Keiko Fujimori toma posse como primeira mulher eleita presidente do Peru

Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru, tornando-se a primeira mulher eleita para comandar o país. A cerimônia, realizada no Congresso Nacional, simboliza o retorno da direita ao Palácio de Pizarro e encerra uma disputa eleitoral marcada por forte polarização e uma das apurações mais equilibradas da história recente peruana.

Em seu pronunciamento de posse, a nova presidente defendeu a reconstrução da unidade nacional e afirmou que pretende governar para toda a população, em um momento em que o Peru ainda enfrenta os reflexos de uma prolongada crise institucional. Ao longo da última década, sucessivas trocas de governo e confrontos entre Executivo e Legislativo ampliaram a instabilidade política.

Entre as prioridades anunciadas para os primeiros meses de mandato estão o combate à criminalidade e a preparação do país para enfrentar eventos climáticos extremos. Keiko informou que as Forças Armadas atuarão de forma temporária ao lado da Polícia Nacional em áreas com elevados índices de violência, enquanto o governo ampliará o uso de tecnologias de monitoramento, inteligência e integração operacional para fortalecer a segurança pública.

Na área ambiental, a presidente destacou a necessidade de acelerar medidas preventivas diante dos efeitos do fenômeno El Niño. O plano inclui investimentos em infraestrutura hídrica, sistemas de contenção de enchentes, irrigação, abastecimento de água e melhorias na malha rodoviária, além da adoção de instrumentos legais para agilizar a execução das obras.

A vitória representa uma mudança significativa na trajetória política de Keiko Fujimori. Depois de três derrotas consecutivas em disputas presidenciais, ela conquistou o cargo em sua quarta tentativa, vencendo por uma margem reduzida de votos. O resultado reforçou o cenário de divisão política que caracteriza o país e exigirá intensa articulação com um Congresso fragmentado, onde seu partido possui a maior representação, mas não dispõe de maioria suficiente para governar sem alianças.

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, figura que permanece cercada de controvérsias na política peruana, Keiko inicia o mandato sob expectativas elevadas. Além de enfrentar os desafios econômicos e sociais, sua administração será observada pela capacidade de restabelecer a estabilidade institucional e conduzir um processo de diálogo em um país profundamente dividido.

WhatsApp
Facebook
Twitter