O Ministério Público do Trabalho de Alagoas entrou nesta sexta-feira (18) com uma ação civil pública contra o influenciador Rico Melquíades e pediu o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos após a divulgação de um vídeo em que ele afirma que demitiria uma trabalhadora depois de ela declarar voto no PT.
A gravação, publicada no dia 12, mostra Rico ao lado de quatro mulheres apresentadas como funcionárias de sua casa e questionando suas preferências políticas, até dizer a uma delas que estaria demitida depois de confirmar sua posição partidária.
Para o MPT, a situação ultrapassa os limites de uma brincadeira ao associar a manutenção do emprego e outros aspectos da relação de trabalho à preferência política dos trabalhadores, motivo pelo qual a ação também pede que o influenciador seja impedido de exigir alinhamento partidário de empregados ou condicionar salários, folgas, benefícios e permanência no trabalho às escolhas eleitorais.
O órgão também solicita que eventuais publicações envolvendo humilhações, informações íntimas ou exigências ideológicas relacionadas aos trabalhadores sejam retiradas das redes sociais e que Rico publique uma retratação com destaque semelhante ao dado ao conteúdo original.
A ação tramitará na 11ª Vara do Trabalho de Maceió e contém pedido de urgência. Caso a indenização de R$ 5 milhões seja determinada pela Justiça, os recursos deverão ser destinados a fundos públicos ou projetos sociais.
Rico publicou nesta sexta-feira um pedido de desculpas e afirmou que as mulheres mostradas na gravação são integrantes de sua família e autorizaram a publicação do conteúdo.
O episódio também é investigado pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou possível coação eleitoral e encaminhou o caso à Polícia Federal para apuração na esfera criminal. Até o momento, trata-se de investigação e de ação judicial, sem condenação definitiva relacionada ao episódio.

