Foto: Reprodução

Vivo testa conexão da Starlink direto no celular no Brasil

A Vivo avançou nos testes de uma tecnologia capaz de conectar celulares diretamente aos satélites da Starlink, solução que pode ampliar o alcance da telefonia móvel em regiões brasileiras onde as redes convencionais ainda não conseguem chegar, especialmente no campo.

A Agência Nacional de Telecomunicações prorrogou até abril de 2029 a autorização concedida à Telefônica Brasil, controladora da Vivo, para realizar os experimentos no país. Os testes poderão ocorrer em território nacional e utilizarão frequências que já fazem parte da operação móvel da companhia.

Conhecida como Direct-to-Device, ou D2D, a tecnologia permite a comunicação entre smartphones compatíveis e satélites sem depender da antena convencional utilizada pelos clientes da Starlink. Na prática, a proposta é fazer com que o satélite complemente a rede da operadora quando o usuário estiver fora da cobertura terrestre.

A solução pode ter impacto principalmente nas áreas rurais, onde a instalação de torres enfrenta dificuldades relacionadas a distância, infraestrutura e custo. Trabalhadores que deixam a sede de uma propriedade e percorrem lavouras, pastagens ou estradas isoladas, por exemplo, poderiam continuar conectados mesmo longe de uma rede Wi-Fi ou de uma antena de telefonia.

A tecnologia, porém, não pretende substituir as redes 4G e 5G nem a internet fixa por satélite. Onde existe infraestrutura terrestre, as redes móveis continuam oferecendo maior capacidade, enquanto o D2D funciona como alternativa para preencher pontos sem cobertura.

Os testes ainda não significam o lançamento comercial do serviço. Até agora, Vivo e Starlink não divulgaram valores, planos nem uma relação definitiva de celulares que poderão utilizar a conexão no Brasil.

 

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