O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e aponta abandono de cargo como fundamento para o desligamento.
Segundo a portaria assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, o processo administrativo concluiu que Eduardo permaneceu ausente do serviço, sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos. A PF já havia concluído o procedimento disciplinar em julho e encaminhado o caso ao ministério para a decisão final.
Eduardo estava afastado da corporação enquanto exercia o mandato de deputado federal por São Paulo. Depois de perder o mandato em dezembro de 2025 por excesso de faltas às sessões deliberativas, a Polícia Federal determinou que ele retomasse as atividades como escrivão. O ex-parlamentar, porém, permaneceu nos Estados Unidos e não se reapresentou.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vive nos EUA desde 2025 e afirma estar no país como exilado político. Em julho deste ano, obteve o green card, que permite residência permanente nos Estados Unidos.
Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010. Durante o período em que exerceu mandato parlamentar, estava licenciado da corporação e não recebia remuneração como escrivão. Com a publicação da portaria, seu vínculo funcional com a PF foi encerrado.

