Foto: Reprodução

Pobreza volta a crescer na Argentina e atinge 32,3% da população

A pobreza voltou a crescer na Argentina e atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). No segundo semestre de 2025, o índice estava em 28,2%.

O avanço de 4,1 pontos percentuais interrompe a sequência de queda observada desde 2024, quando a pobreza chegou a 52,9%. A indigência também aumentou, passando de 6,3% para 7,5% no mesmo período.

O cenário é mais grave entre crianças de até 14 anos: 44,5% vivem abaixo da linha de pobreza e 10,8% estão em situação de indigência.

Os dados são divulgados em um momento de enfraquecimento de outros indicadores econômicos. A atividade argentina recuou 1,4% em julho na comparação anual, enquanto o desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre.

O Indec considera pobre a família cuja renda não cobre a cesta básica total, composta por alimentos e outros gastos essenciais. A indigência alcança os domicílios sem renda suficiente sequer para custear a cesta básica alimentar.

Com o resultado, quase um terço da população abrangida pelo levantamento oficial argentino encontra-se abaixo da linha de pobreza.

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