O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o governo federal prepare a ampliação do Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio da rede pública a partir de 2027, segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Atualmente, o benefício é destinado a estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Com a universalização, o número de atendidos poderia passar dos atuais 4,6 milhões para aproximadamente 7 milhões de alunos.
Barchini afirmou que as equipes das áreas econômica e educacional foram mobilizadas para estudar a expansão e que a orientação de Lula é tratar a medida como prioridade. Segundo o ministro, o governo considera que o programa tem contribuído para reduzir o abandono escolar e a reprovação.
Criado em 2024, o Pé-de-Meia oferece incentivos financeiros vinculados à matrícula, frequência, conclusão de cada ano do ensino médio e participação no Enem. Ao longo dos três anos, um estudante que cumprir os requisitos pode acumular até R$ 9,2 mil.
A expansão, entretanto, deverá representar aumento expressivo das despesas. Em 2026, o programa recebeu cerca de R$ 12 bilhões do orçamento da Educação, mesmo atendendo um público menor do que o previsto em uma eventual universalização.
O ministro não apresentou uma estimativa para o custo da nova configuração nem detalhou de onde sairão os recursos necessários, mas afirmou que outras políticas educacionais não deverão ser prejudicadas pela ampliação.
A proposta de universalização não consta atualmente no plano de governo de Lula para as eleições deste ano. Além do Pé-de-Meia, a expansão das matrículas em escolas de tempo integral aparece entre as prioridades educacionais defendidas pela candidatura petista.

