O Ministério da Saúde vai ampliar a identificação e o acompanhamento de pessoas com comportamento problemático relacionado às apostas após a decisão do governo federal de proibir as bets no país. A estratégia prevê localizar jogadores em situação de risco e oferecer atendimento pela rede pública de saúde.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a busca ativa ocorre desde dezembro de 2025 e utiliza informações compartilhadas por órgãos federais, entre eles os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública e a Receita Federal. Os dados são processados na Nuvem Brasil, seguindo, segundo o governo, as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados e os protocolos de proteção das informações de saúde.
O atendimento contará ainda com o Meu SUS Digital e serviços de teleatendimento, principalmente para situações que exijam assistência em saúde mental. Familiares afetados pelas consequências da dependência em jogos também poderão receber acompanhamento.
Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados ao jogo patológico e a problemas com apostas cresceram cerca de 140%, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Estudo citado pela pasta estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões estariam relacionados à saúde.
A iniciativa acompanha a medida provisória editada na sexta-feira (25), que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. As plataformas autorizadas não podem mais receber novos aportes e deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.

