A eleição presidencial brasileira será decidida entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois avançaram neste domingo (4) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, depois de nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos.
Com 99,56% das urnas apuradas, Flávio liderava a votação nacional com 47,12% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 45,05%. A diferença entre os dois ficou, portanto, pouco acima de dois pontos percentuais na reta final da totalização.
O resultado coloca o candidato do PL na dianteira para o início de uma nova campanha, agora completamente diferente daquela realizada até este domingo, porque os votos destinados aos demais concorrentes passam a ocupar o centro da disputa política.
Flávio chegou ao primeiro turno como principal nome da direita na corrida presidencial e concentrou parcela significativa do eleitorado desse campo. Lula, por sua vez, disputará mais uma vez o segundo turno como candidato à reeleição.
A distância registrada nas urnas confirmou uma eleição extremamente equilibrada. Pesquisas divulgadas durante as últimas semanas já indicavam uma concentração crescente das intenções de voto nos dois candidatos, mas a apuração terminou colocando Flávio na primeira posição.
O segundo turno abre agora uma campanha de apenas três semanas, período em que os dois candidatos buscarão ampliar suas bases e conquistar principalmente os eleitores que neste domingo escolheram outros nomes.
Também começa imediatamente a disputa pelos apoios políticos. Governadores, senadores, deputados e lideranças partidárias eleitos ou classificados para o segundo turno passam a integrar as negociações nacionais, enquanto as campanhas reorganizam estratégias, alianças e agendas.
O calendário da Justiça Eleitoral estabelece 25 de outubro para a nova votação.
Será, portanto, uma eleição decidida novamente nas urnas: de um lado, Flávio Bolsonaro, que encerrou o primeiro turno na liderança; do outro, Lula, presidente da República em busca de mais um mandato.

