O prefeito de Caçapava, Yan Lopes (Podemos), afirma que a atuação de sua tia, a vereadora Fran Miranda (PL), na Comissão Processante aberta contra seu mandato está prejudicando sua defesa e acrescentando um componente político e familiar a uma acusação que, segundo ele, não conseguiu demonstrar a prática de ilícito.
A comissão apura a utilização de aproximadamente R$ 2,16 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito no subsídio ao transporte coletivo. A Prefeitura sustenta que os recursos permaneceram destinados ao próprio sistema de transporte e que a operação foi realizada com respaldo técnico e jurídico.
A denúncia questiona a possibilidade legal dessa destinação, mas não acusa Yan de apropriação pessoal dos valores. Para a defesa, transformar uma divergência sobre a aplicação de recursos públicos em fundamento para cassação exige provas concretas de infração político-administrativa e respeito integral ao contraditório.
O prefeito também questiona a presença de Fran Miranda na condução do processo. Yan sustenta que a relação familiar deteriorada e a atuação política da tia acabam interferindo no ambiente da comissão e prejudicando sua defesa. A vereadora, por sua vez, nega perseguição e afirma que sua atuação segue as atribuições do Legislativo.
A representação que originou o processo foi apresentada por Eugênio Pinto de Freitas Filho, conhecido como Geninho da Funerária, marido da vice-prefeita Juliana Freitas. A defesa de Yan contesta os fundamentos da acusação e também levanta questionamentos sobre procedimentos adotados durante a tramitação.
Até o momento, a Comissão Processante não apresentou decisão final reconhecendo a prática de ilícito pelo prefeito. A Câmara sustenta que a existência do procedimento não representa antecipação de culpa e que as conclusões deverão resultar da análise das provas e dos argumentos apresentados pelas partes.

