Foto: Reprodução

Santiago Peña é preso após impeachment da Presidência do Paraguai

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido nesta sexta-feira (6), poucas horas depois de perder o cargo por decisão do Senado. A medida foi determinada pelo Ministério Público em meio às investigações sobre o colapso do Ueno Bank, instituição financeira envolvida em um escândalo que provocou uma grave crise econômica e política no país.

Peña ficará em prisão domiciliar enquanto os investigadores avançam na apuração das denúncias. A polícia estabeleceu um esquema de segurança nas proximidades de sua residência, em Assunção, onde manifestantes se concentraram após a divulgação da decisão.

A queda do presidente ocorreu depois que o Congresso concluiu um processo de impeachment motivado por suspeitas de conflito de interesses e irregularidades na administração de recursos públicos. O ex-chefe de Estado manteve relações empresariais com o grupo ligado ao Ueno Bank, cuja crise comprometeu o acesso de milhões de clientes a suas contas bancárias.

Entre as acusações apresentadas durante o julgamento político estão possíveis interferências nos órgãos de fiscalização financeira, utilização irregular de recursos previdenciários e favorecimento de interesses privados. As suspeitas também envolvem a atuação do Banco Central paraguaio. Peña nega ter cometido irregularidades.

Na quinta-feira (5), antes da conclusão do processo, o então presidente apresentou sua renúncia, alegando a necessidade de reduzir as tensões políticas e preservar a estabilidade institucional. A iniciativa, entretanto, não impediu o prosseguimento do julgamento no Senado, que aprovou sua destituição.

Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do Paraguai, dando continuidade ao mandato presidencial previsto até 2028.

A crise bancária também atingiu milhares de aposentados e investidores, ampliando a pressão popular por esclarecimentos sobre a destinação dos recursos administrados pela instituição financeira.

 

 

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