O advogado de Antônio Aginaldo de Oliveira, marido da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), confirmou que ele está atualmente em Israel, sem data para retornar ao Brasil. Ex-comandante da Força Nacional e ex-secretário de Segurança Pública de Caucaia (CE), Aginaldo foi informado, assim que chegou ao país, de que suas contas bancárias e o pagamento da aposentadoria como policial militar haviam sido bloqueados por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a defesa, o bloqueio foi total e acompanhado da justificativa de que, no futuro, ele poderia auxiliar uma foragida da Justiça — referência à esposa, presa no mês passado em Roma após quase dois meses de fuga. O advogado classificou a medida como desproporcional e “medieval”, afirmando que atingir familiares e pessoas próximas seria uma forma de pressão para enfraquecer o círculo de apoio da acusada.
Antes de viajar, Aginaldo acompanhava Zambelli na Itália. Ela foi detida no dia 29 de julho, em um apartamento no bairro Aurélio, e levada ao presídio feminino de Rebibbia, que abriga quase cem detentas a mais que sua capacidade oficial.
No início de agosto, a Corte de Apelação de Roma decidiu manter a parlamentar em regime fechado enquanto tramita o processo de extradição para o Brasil, que, segundo especialistas, pode se estender por até dois anos. A audiência, conduzida pelo juiz Aldo Morgigni, ocorreu a portas fechadas e durou cerca de três horas.
Os advogados de Zambelli na Itália defenderam que ela seja transferida para prisão domiciliar, alegando ausência de risco de fuga e confiança no sistema judiciário local. O pedido, porém, foi negado. O Supremo Tribunal Federal não comenta o caso, que segue sob sigilo.