Símbolo das festas juninas, o amendoim voltou a ganhar destaque nas mesas brasileiras em receitas como paçoca, pé de moleque, bolos e cajuzinho. Mas, além da tradição popular, o grão também vive um momento de expansão no agronegócio nacional.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento, a safra 2024/25 deve superar 1 milhão de toneladas, avanço de quase 49% em relação ao ciclo anterior, quando a produção ficou em torno de 734 mil toneladas. A área cultivada também cresceu e chegou a aproximadamente 278 mil hectares.
São Paulo segue como maior produtor do país, mas estados como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul vêm ampliando espaço na cultura. Usado com frequência na renovação de canaviais, o amendoim se consolidou como alternativa de rotação, com benefícios para o solo e para o controle de pragas e doenças.
O crescimento da produção é resultado de avanços no manejo, uso de sementes certificadas, cultivares mais produtivas e maior controle das lavouras. A combinação tem elevado a produtividade e fortalecido a competitividade do produto brasileiro.
O consumo aumenta especialmente entre junho e julho, quando as festas juninas aquecem o varejo e a indústria alimentícia. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua presença no mercado externo, impulsionado pela qualidade do grão, rastreabilidade e padrões sanitários mais exigentes.
Para a próxima safra, as projeções continuam positivas, com produção próxima de 1,1 milhão de toneladas. O setor, no entanto, acompanha fatores como clima, custos de produção e preços internacionais, que podem influenciar o desempenho da cadeia.
