A Agência Nacional de Aviação Civil determinou a suspensão integral das operações da Total Linhas Aéreas, companhia que atua no transporte aéreo de cargas e mantém contratos para movimentação de encomendas dos Correios. A decisão entrou em vigor na terça-feira (1º) e foi publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial da União.
A medida tem caráter preventivo e permanecerá válida por prazo indeterminado, impedindo todas as operações vinculadas ao Certificado de Operador Aéreo da empresa até que as irregularidades apontadas pela fiscalização sejam solucionadas.
Entre os problemas identificados estão situações classificadas como de risco crítico e alto, deficiências relacionadas à aeronavegabilidade das aeronaves e falhas nos sistemas utilizados pela companhia para gerenciamento, análise e supervisão da segurança operacional. A empresa também deverá adequar processos internos de gestão de riscos e recompor sua estrutura administrativa de acordo com as exigências da regulamentação aeronáutica.
A retomada dos voos não será automática depois da apresentação das correções. A Total terá de demonstrar à ANAC que cumpriu as determinações e será submetida a nova fiscalização antes de receber autorização para voltar a operar.
A paralisação produz reflexos diretos sobre a logística dos Correios, uma vez que a companhia participa da rede utilizada pela estatal para transportar encomendas por via aérea entre diferentes regiões do país.
Diante da suspensão, os Correios acionaram um plano de contingência e começaram a redistribuir as cargas entre outros operadores logísticos contratados, numa tentativa de preservar o fluxo de encomendas e reduzir eventuais impactos sobre os prazos de entrega.
A Total utilizava três aeronaves na operação destinada aos Correios, enquanto a Sideral Linhas Aéreas operava até oito aviões nesse serviço. Em 2024, as duas empresas chegaram a transportar conjuntamente cerca de 315 toneladas de encomendas por dia.
A suspensão somente será encerrada quando a ANAC considerar restabelecidas as condições necessárias para que a companhia possa voltar a operar dentro dos padrões de segurança exigidos pela aviação civil brasileira.

