O transporte aéreo nacional alcançou um marco inédito em 2025: pela primeira vez, o Brasil superou a barreira dos 100 milhões de passageiros em rotas internas. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
De janeiro a dezembro do ano passado, 101,2 milhões de pessoas viajaram em voos domésticos, volume que representa alta de 8,4% em relação a 2024. O desempenho é ainda mais significativo porque ocorreu em um cenário de reorganização do setor, incluindo a interrupção das operações da VoePass em março de 2025. A companhia, que atuava em parceria com a Latam, deixou de voar, e parte das rotas foi absorvida pela própria Latam, movimento que contribuiu para manter a malha ativa e sustentar a recuperação do mercado.
Até então, o melhor resultado histórico do país no segmento doméstico havia sido registrado em 2015, quando foram contabilizados 96,1 milhões de embarques.
Somando voos nacionais e internacionais, a aviação comercial brasileira também atingiu um patamar recorde: 129,6 milhões de passageiros transportados em 2025. Esse total representa crescimento de 9,4% na comparação com 2024 e fica 9,2% acima do volume de 2019 — ano que, até então, concentrava o recorde de movimentação, com 118,7 milhões de passageiros.
A Anac aponta ainda evolução nos indicadores de demanda e oferta. No mercado doméstico, a demanda avançou 10,6%, enquanto a oferta cresceu 8,5%. Já no internacional, a demanda subiu 11,7% e a oferta, 11,3%.
Os dados de dezembro reforçam a tendência positiva: no último mês de 2025, foram movimentados 9,1 milhões de passageiros em voos domésticos — 9,2% acima de dezembro de 2024. No segmento internacional, o volume chegou a 2,6 milhões, com alta de 10,7% na mesma comparação.
Entre os aeroportos, Guarulhos liderou o fluxo no mercado doméstico, com 29,8 milhões de embarques, o equivalente a 14,7% do total. Congonhas ficou na segunda posição, registrando 24 milhões de passageiros e respondendo por 11,88% do mercado interno no ano.

