A Bulgária elegeu, neste domingo (1º), Iliana Iotova como a primeira mulher a conquistar a Presidência do país pelo voto popular. A candidata venceu o segundo turno com 57,58% dos votos, derrotando Andrey Gyurov, que recebeu 39,47%, segundo dados da Comissão Eleitoral Central divulgados nesta segunda-feira (2), com 99,95% das atas contabilizadas.
Aos 62 anos, Iotova já exercia interinamente a chefia de Estado desde janeiro, quando Rumen Radev renunciou à Presidência para disputar as eleições parlamentares. Aliada do atual primeiro-ministro, a presidente eleita representa a continuidade de uma orientação política favorável à aproximação diplomática com Moscou e à negociação de uma solução para a guerra na Ucrânia.
A chapa formada por Iotova e Kiril Valchev conquistou aproximadamente 1,1 milhão de votos, enquanto Gyurov e Georgi Kandev receberam cerca de 750 mil. O candidato derrotado, apoiado por forças reformistas e pró-Ocidente, reconheceu o resultado. A participação eleitoral, entretanto, ficou próxima de 27%, revelando o elevado índice de abstenção em um país marcado por sucessivas crises políticas.
Ex-jornalista, antiga integrante do Parlamento Europeu e vice-presidente da Bulgária, Iotova assume um mandato de cinco anos em um momento de crescente tensão internacional. Integrante da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o país enfrenta divergências internas sobre as relações com a Rússia e o apoio militar à Ucrânia.
A eleição também fortalece politicamente Rumen Radev, cuja legenda conquistou a maior bancada parlamentar nas eleições de abril. Embora a Presidência búlgara possua atribuições predominantemente institucionais, a chefe de Estado exerce funções relevantes na representação internacional, no comando das Forças Armadas e na possibilidade de vetar legislação.
A posse para o novo mandato está prevista para 22 de janeiro de 2027.

