Ex-ministros de governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de juristas, economistas, empresários e representantes da sociedade civil, divulgaram uma carta em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendendo uma resposta firme da Corte diante da crise que atinge o tribunal.
O documento sustenta que o STF não pode ser submetido a interesses particulares, políticos ou econômicos e afirma que a preservação da credibilidade da instituição passa pela apuração rigorosa de qualquer suspeita envolvendo integrantes da Corte, com transparência e eventual responsabilização em caso de irregularidades.
Entre os signatários estão nomes que ocuparam posições relevantes em diferentes governos, como Pedro Malan, José Carlos Dias, Miguel Reale Jr., Paulo Vannuchi e José Eduardo Cardozo, além de economistas, professores, empresários e lideranças de diferentes setores.
A manifestação também defende mudanças capazes de fortalecer a atuação colegiada do Supremo, ampliar mecanismos de transparência, prevenir conflitos de interesse e estabelecer parâmetros mais claros de conduta para seus integrantes.
A carta foi divulgada num momento de forte desgaste institucional provocado pelas investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e pelos questionamentos envolvendo ministros do STF, que aumentaram a pressão por uma reação interna da Corte.
Os signatários avaliam que a defesa do Supremo não significa blindar seus membros, mas garantir que a instituição seja capaz de investigar os próprios problemas, preservar sua independência e recuperar a confiança pública em suas decisões.

