“São José não espera o futuro. Planta.”
Anderson Farias abre bastidores da gestão e projeta legado com raízes humanas e visão de Estado
Por Fabricio Correia
São José dos Campos | 27 de julho de 2025
O dia nasceu com bandeiras ao vento, crianças com desenhos na mão e a cidade refletida no espelho do Banhado. Às 7h30, no hasteamento oficial do aniversário de 258 anos de São José dos Campos, o prefeito Anderson Farias (PSD) fez discurso e entregou um conceito: “São José é a cidade do presente que planta o futuro.”
Ao lado de autoridades e da população, Farias pontuou que a força da cidade não está apenas na tecnologia, nos prédios ou no PIB — mas “na coragem cotidiana de quem acorda cedo e acredita que dá para fazer diferente, e faz”. Um trecho emblemático da fala, que resume seu estilo de governo.
O vice-governador Felicio Ramuth (PSD), ex-prefeito do município, também participou da solenidade. “É sempre emocionante voltar. São José é vitrine e laboratório. O Brasil olha para cá como exemplo. E com razão. Fui prefeito, moro aqui, minha filha nasceu aqui. Essa cidade pulsa inovação com alma”, disse, em tom pessoal.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
“Quem faz São José é o povo. Eu só administro com responsabilidade.”
— Anderson Farias, no Conversa de Bastidores
Conversa de Bastidores: Prefeito, seu discurso de hoje resumiu São José como uma cidade que “planta o futuro”. O que há por trás dessa frase?
Anderson Farias: É uma visão de longo prazo. Plantar o futuro é não governar com base em vaidade ou holofote, mas com propósito. A gente planta quando investe em escolas, quando reforma uma unidade de saúde pensando em acolhimento, quando ouve o cidadão e volta com resposta. A cidade que queremos para 2030 está sendo decidida agora — e não com slogans, mas com entregas.
CB: O senhor no exercício do segundo mandato tem índices altos de aprovação. A que o senhor atribui esse resultado?
Anderson: A coerência. Prometi trabalhar pelas pessoas, e é isso que tenho feito. Não nos desviamos do planejamento, mesmo com crise, pandemia, polarização. O segredo é escutar, estudar e executar. E também saber dizer ‘não’ quando o caminho está errado. Isso dá resultado, mesmo que às vezes leve tempo.
CB: O senhor fala muito em “não perder a alma da cidade”. O que isso significa?
Anderson: São José é uma cidade de alta tecnologia, mas também de fé, de família, de bairro. A alma da cidade está em equilibrar inovação com humanização. Quando construo um viaduto, penso também na criança que vai atravessar a rua com segurança. Quando digitalizamos um serviço, penso no idoso que precisa ser orientado. Isso é preservar a alma.
CB: Qual o legado que o senhor gostaria de deixar?
Anderson: Que foi possível avançar sem perder a essência. Que cuidamos da cidade sem deixar ninguém para trás. O melhor legado é quando o governo não aparece mais que o povo — mas quando o povo sente que o governo está do lado dele.
ENQUANTO ISSO, NA CIDADE…
O aniversário de São José dos Campos continua ao longo do dia com programação cívico-religiosa e eventos gratuitos em todas as regiões. A Missa Solene na Igreja Matriz reúne autoridades e famílias às 10h. À tarde, haverá apresentações culturais e atividades para crianças nos parques. O dia termina com show no Parque da Cidade, às 20h, com entrada livre.
REFLEXO DE UM CICLO
Com mais de 700 mil habitantes, São José chega a seus 258 anos como referência nacional em mobilidade urbana, educação tecnológica e política fiscal equilibrada. E como lembrou Anderson, “a cidade é grande, mas continua sabendo de onde veio”.
📺 A íntegra da entrevista vai ao ar na terça-feira, às 20h, no “Conversa de Bastidores” – multiplataforma Jovem Pan SJC