Foto: Reprodução

Lula descarta tarifaço dos Estados Unidos

Durante visita oficial a São José dos Campos nesta segunda-feira, 13 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou não acreditar que os Estados Unidos imponham um novo pacote de tarifas aos produtos brasileiros.

Questionado sobre o assunto ao deixar um compromisso no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o presidente respondeu de maneira direta que, em sua avaliação, o chamado tarifaço não será concretizado. Lula não concedeu entrevista coletiva e fez a declaração enquanto caminhava para a saída do evento.

A manifestação ocorre às vésperas de uma definição considerada decisiva para as relações comerciais entre os dois países. O governo norte-americano deve anunciar até quarta-feira, dia 15, se adotará novas alíquotas de 25% e 12,5% sobre mercadorias brasileiras.

Apesar do otimismo demonstrado pelo presidente, integrantes do governo trabalham com a possibilidade de confirmação das medidas e aguardam a decisão oficial para estabelecer a resposta brasileira. Negociadores também esperam uma última conversa virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do anúncio.

Nos bastidores, existe a expectativa de que Washington possa ampliar a relação de produtos que ficariam livres das novas cobranças, ainda que Brasil e Estados Unidos permaneçam distantes de um entendimento definitivo. O Planalto tem mantido as negociações abertas e busca evitar prejuízos às exportações e à indústria nacional. (⁠CNN Brasil)

Tecnologia brasileira movida a etanol

A agenda presidencial em São José dos Campos também marcou a apresentação de uma unidade de geração de energia equipada com uma turbina a gás desenvolvida integralmente no Brasil e alimentada por etanol hidratado.

O projeto foi concebido por pesquisadores brasileiros e poderá ser empregado na produção de eletricidade em áreas remotas, situações emergenciais, instalações estratégicas e operações militares, ampliando as possibilidades de utilização do etanol para além do setor automotivo.

Durante o pronunciamento, Lula defendeu novos investimentos na indústria nacional de defesa e nas Forças Armadas, relacionando o desenvolvimento tecnológico à preservação da soberania brasileira.

O presidente também abordou a exploração de minerais estratégicos, entre eles as terras raras, e sustentou que empresas interessadas nesses recursos deverão processá-los no Brasil. Segundo a posição apresentada no evento, o país não deve limitar-se à exportação de matéria-prima, mas desenvolver tecnologia, produção industrial e valor agregado dentro do território nacional.

 

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