Foto: Senado Federal

Em tempo recorde, Senado aprova Rodrigo Pacheco para vaga no TCU

O Senado aprovou nesta terça-feira (1º), em tempo recorde, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), num processo acelerado que ganhou força imediatamente após a renúncia de Bruno Dantas e levou o nome do ex-presidente da Casa ao Plenário praticamente sem intervalo entre a indicação e a votação.

Pacheco recebeu 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários, resultado que demonstrou a ampla articulação construída em torno de seu nome entre parlamentares da base governista e da oposição, e a indicação segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O ritmo da tramitação chamou atenção porque Bruno Dantas deixou oficialmente o Tribunal nesta semana e, logo em seguida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresentou o projeto de decreto legislativo com a indicação de Pacheco, acompanhado pela assinatura de outros 20 senadores, permitindo que o processo chegasse rapidamente ao Plenário.

Depois da votação, Pacheco agradeceu aos colegas e afirmou que pretende levar ao TCU a experiência acumulada no Congresso, destacando a importância do controle sobre a aplicação dos recursos públicos e reafirmando sua defesa do Estado democrático de direito.

Relator da indicação, Renan Calheiros (MDB-AL) destacou a atuação de Pacheco durante os períodos de maior tensão institucional enfrentados pelo país e lembrou projetos apresentados pelo senador, entre eles o marco regulatório da inteligência artificial, a atualização do Código Civil, o Propag e a criação da Sociedade Anônima do Futebol.

Advogado, especialista em direito penal econômico internacional e ex-deputado federal, Rodrigo Pacheco foi eleito senador por Minas Gerais em 2018 e presidiu o Senado por dois mandatos, entre 2021 e 2024, período marcado pela pandemia, pelas tensões entre os Poderes e pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.

Com a aprovação expressiva desta terça-feira e uma tramitação realizada em velocidade excepcional, Pacheco fica mais próximo de assumir uma das nove cadeiras do Tribunal de Contas da União, órgão responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos federais.

 

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