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Entrevista: Renan Santos (Missão), candidato à presidência da república

No programa Conversa de Bastidores, da Jovem Pan São José dos Campos, o presidente nacional do Partido Missão e candidato à Presidência da República, Renan Santos, respondeu às perguntas do apresentador Fabrício Correia. Durante a entrevista, falou sobre o cenário político nacional, apresentou propostas do partido para economia, segurança pública e saúde e fez críticas ao governo do presidente Lula e à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro.

1. Fabrício Correia: O que o senhor pensa sobre a atual gestão do presidente Lula e o momento do PT?

Renan Santos: “É um governo muito ruim, ele nem sabe por que é governo. O ciclo histórico do PT terminou com a prisão do Lula e o ciclo econômico terminou lá na Dilma. A visão de mundo deles não se renovou entre os mais jovens. O Lula voltou sem plano de governo, sem apresentar ministro da Fazenda na campanha e falando só de ‘picanha e cerveja’. O resultado foi o Haddad aumentando imposto, arcabouço fiscal e o mandato inteiro perdido em polêmicas idiotas.”

2. Fabrício Correia: Como o senhor avalia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência?

Renan Santos: “O Flávio Bolsonaro não tem proposta. Ele foi palestrar no banco BTG e, quando perguntaram o que ele faria em termos de reforma econômica, disse apenas: ‘vou dar uma tesourada, cortar o que está errado’. Ele não sabia o que cortar. Está lá carregando o nome do pai, sendo senador, mas sem projeto nenhum para o país.”

3. Fabrício Correia: Qual é a diferença da sua postura em relação a Lula e Flávio Bolsonaro diante de crises graves, como o avanço do crime organizado?

Renan Santos: “Se soltar o Flávio Bolsonaro no Ceará, em uma cidade tomada pelo Comando Vermelho, ele vai dizer para o morador: ‘preciso soltar meu pai’. O morador pergunta: ‘e eu?’, e ele não tem resposta. O Lula chega no mesmo lugar e diz: ‘vou te dar um Pé-de-Meia’. Nenhum dos dois enfrenta o problema real. Eu fui lá tratar do combate ao crime diretamente nas cidades deles, e é por isso que minha candidatura cresce quando as pessoas me conhecem.”

4. Fabrício Correia: Se o governo Lula é ruim, por que o senhor acredita que ele voltou ao poder?

Renan Santos: “O governo Lula só existe porque o Bolsonaro fez um governo muito ruim. Quando começou o caso das rachadinhas do Flávio Bolsonaro, o Bolsonaro fez um acordo com o STF que acabou devolvendo o Lula ao jogo. Os partidos do Centrão viram isso e devolveram o Lula ao poder. Eles trouxeram o PT de volta.”

5. Fabrício Correia: Quais seriam seus primeiros passos na economia caso vença a eleição?

Renan Santos: “Nós vamos protocolar e aprovar uma PEC fiscal ainda durante o período de transição. Se nada for feito, o Brasil vai quebrar daqui a dois anos, e todo mundo nos bastidores sabe disso. Passando essa PEC na transição, a gente resolve a curva da dívida e consegue baixar os juros de forma responsável.”

6. Fabrício Correia: Qual é o seu plano para a segurança pública e para o combate às facções criminosas?

Renan Santos: “O crime organizado é o maior problema do Brasil. Vamos qualificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Eles são grupos de terror com atuação política, ocupação territorial e leis próprias. Vamos usar o Governo Federal com força institucional para fazer uma limpa, como precisa ser feito.”

7. Fabrício Correia: O que o senhor pretende alterar na legislação penal brasileira?

Renan Santos: “Precisamos mudar a legislação para aumentar significativamente as penas para reincidentes e acabar com institutos como a progressão de pena. Hoje é uma bizarrice: o cara pega 20 anos e cumpre dois ou três. Isso tem que acabar.”

8. Fabrício Correia: Como o seu governo pretende enfrentar as filas e os gargalos do Sistema Único de Saúde?

Renan Santos: “Vamos revolucionar o SUS usando Inteligência Artificial, Machine Learning e Prontuário Único. Com dados centralizados, conseguimos prever onde faltam aparelhos de ressonância ou estoques de remédios, além de identificar padrões de doenças, como diabetes, antes que virem casos crônicos, agindo na prevenção.”

9. Fabrício Correia: Por que o Partido Missão evita as coligações tradicionais com partidos do Centrão?

Renan Santos: “Porque os partidos do Centrão funcionam como redes de franquia. Eles vendem diretórios nos estados para eleger deputado, bater cláusula de barreira e pegar fundo partidário. Nós não vendemos diretórios e não funcionamos como franquia. Temos um projeto ideológico de grupo e nomes próprios formados por nós.”

10. Fabrício Correia: Quem são as principais lideranças que acompanham o seu projeto político nos estados?

Renan Santos: “O Kim Kataguiri é o nosso líder na Câmara dos Deputados e pré-candidato ao Governo de São Paulo, o Guto Zacarias é o nosso líder na Alesp e, no Rio de Janeiro, temos a pré-candidatura do Bombeiro Rafa com o Busnello, ex-Bope, de vice.”

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