Cerca de duas mil pessoas podem ter perdido a vida desde o início da repressão às manifestações no Irã, de acordo com informações atribuídas a uma fonte ligada ao próprio governo iraniano e divulgadas pela agência Reuters. Os protestos tiveram início em dezembro, impulsionados pelo agravamento da crise econômica, mas rapidamente assumiram caráter político diante da resposta violenta das forças de segurança. Com o avanço da repressão, passaram a surgir pedidos explícitos pelo fim do regime dos aiatolás, que governa o país desde 1979.
Organismos internacionais reagiram com preocupação. A Organização das Nações Unidas afirmou estar chocada com os relatos de violência e denunciou possíveis violações sistemáticas de direitos humanos. Após um período de isolamento quase total, imposto pelo bloqueio das comunicações, o governo iraniano restabeleceu parcialmente o acesso ao exterior. Moradores relatam cenas de extrema tensão em Teerã, com disparos contra manifestantes, ruas esvaziadas, prédios incendiados e forte presença policial.
No cenário externo, o clima também se agravou. Os Estados Unidos voltaram a mencionar a possibilidade de ações militares contra o Irã, elevando o nível de alerta diplomático e militar na região.

