Foi assim que me manifestei, em 2015, no plenário da Câmara dos Deputados. Em tom de desabafo, cobrei a saída dele da presidência da Casa, em um momento em que acumulava uma série de denúncias e processos no Conselho de Ética.
Aquele não foi apenas um instante de indignação isolado.
Ficha limpa de verdade se prova na prática do dia a dia, muito além de qualquer certidão de papel.
Acredito profundamente que a corrupção não tem lado partidário. Corrupção é corrupção, e dinheiro público pertence a cada cidadão.
Cada centavo que desaparece de um contrato, de uma obra ou de uma política pública tem um rosto e uma consequência. Significa alguém que deixou de ser atendido, menos medicamento na prateleira, menos acessibilidade nas ruas, menos assistência e menos proteção para quem mais precisa.
É a mãe que espera na fila pelo tratamento do filho. É a pessoa com deficiência que não encontra vaga para a reabilitação. É a mulher vítima de violência que clama por proteção. Por isso sigo fiscalizando, com a convicção de que fiscalizar é, antes de tudo, um ato de cuidado com as pessoas. Essa tem sido uma missão central na minha trajetória no Congresso.
Tenho a honra de ter sido relatora da Lei Brasileira de Inclusão e de ter trabalhado pela proteção de pessoas com autismo, dislexia e TDAH.
Continuo batalhando pela defesa das mulheres e das crianças, lutando por políticas sérias de saúde e assistência social.
No Senado, procurei transformar a fiscalização em propostas concretas. No Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, por exemplo, identifiquei falhas de execução e apresentei recomendações para corrigir os gargalos.
Na luta ao lado das famílias afetadas pelo vírus Zika, ajudei a transformar uma dor compartilhada em lei, garantindo direitos fundamentais, como indenização e pensão especial.
É assim que tentamos demonstrar que, quando o dinheiro público é bem aplicado, ele se transforma em direito e dignidade.
Por outro lado, quando o recurso some ou é desviado, é sempre o mais vulnerável quem paga a conta.
Um mandato não se mede apenas pela quantidade de proposições apresentadas no papel. A verdadeira régua é a disposição constante de fiscalizar, prestar contas e encarar os problemas.
Foi assim no episódio de 2015, e continua sendo assim, enfrentando quem quer que seja para garantir que os direitos da nossa gente sejam respeitados.
Ao longo do meu trabalho, procurei viabilizar mais de R$ 760 milhões destinados a São Paulo, chegando à capital e também aos pequenos municípios que tantas vezes ficam esquecidos. Falamos de recursos que chegam na ponta para quem mais precisa: mulheres, mães, pessoas com deficiência e doenças raras, jovens, pequenos agricultores e nossas crianças.
É com esse mesmo espírito de serviço que pretendo continuar caminhando e somando esforços na Assembleia Legislativa de São Paulo. Porque ser ficha limpa de verdade não é apenas um slogan de campanha; é um compromisso diário com as pessoas e a marca que procuro honrar ao longo da minha vida.

