Mensagens obtidas pelo UOL mostram que Flávio Bolsonaro encaminhou a Richarlison imagens de um acordo envolvendo uma casa na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), e solicitou que o jogador declarasse publicamente que o senador não participava da disputa.
A conversa ocorreu em julho. O documento teria sido assinado por Renato Velasco, antigo empresário do atacante, e uma empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
Richarlison afirmou não ter autorizado a negociação. Nas mensagens, condicionou uma manifestação à recuperação do dinheiro que diz ter aplicado no imóvel, aproximadamente R$ 10 milhões. Flávio negou envolvimento e apresentou dados de contas de Velasco que, segundo ele, receberam pagamentos.
Posteriormente, a empresa de Tomaz recorreu à Justiça para restringir publicações do atleta sobre o caso. O pedido imediato foi rejeitado em agosto, diante do risco de censura prévia. A ação continua em andamento.
Tomaz sustenta que a empresa ligada ao jogador perdeu a disputa judicial e renunciou ao processo em 2025. Procurado pelo UOL para a reportagem, Flávio não havia respondido até a publicação.

