Um juiz federal em Seattle suspendeu temporariamente, por 14 dias, a ordem executiva do presidente Donald Trump que restringia o direito à cidadania automática nos Estados Unidos. A medida, classificada como “claramente inconstitucional”, foi alvo de ações judiciais movidas por quatro estados liderados por democratas – Washington, Arizona, Illinois e Oregon – que argumentam que a ordem viola a Cláusula de Cidadania da 14ª Emenda da Constituição dos EUA.
A ordem de Trump, assinada em seu primeiro dia de mandato, determinava que filhos nascidos nos EUA de pais não cidadãos ou não residentes permanentes legais não fossem reconhecidos como cidadãos. Estima-se que a medida poderia impactar mais de 150 mil recém-nascidos anualmente, privando-os de cidadania, benefícios sociais e autorização de trabalho.
Além disso, grupos de direitos civis e procuradores de 22 estados democratas também moveram ações contra a medida, enquanto aliados republicanos de Trump na Câmara defendem a aprovação de um projeto de lei com restrições semelhantes. O governo argumenta que a medida faz parte de uma estratégia para reformar o sistema de imigração.

