A concorrência para viabilizar o novo complexo administrativo do Governo de São Paulo registrou duas propostas formalizadas. Disputam o projeto os consórcios Acciona-Construcap e MEZ-RZK Novo Centro, segundo fontes ligadas ao processo. A entrega dos envelopes foi concluída nesta segunda-feira (23), e a sessão pública está marcada para quinta-feira (26), na B3, a Bolsa de Valores paulista.
O empreendimento será estruturado por meio de parceria público-privada (PPP) e envolve investimentos estimados em cerca de R$ 6 bilhões. A empresa ou consórcio vencedor ficará responsável pela construção, recuperação, adequação e conservação das edificações que compõem o Palácio dos Campos Elíseos e áreas adjacentes, além de operar e manter o conjunto por três décadas.
Entre as intervenções previstas estão a restauração de 17 imóveis tombados e a ampliação superior a 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. O projeto inclui ainda cerca de 25 mil metros quadrados de fachadas voltadas para comércio e serviços, além da implantação de um novo terminal de ônibus conectado à estação da Luz.
Os edifícios planejados deverão atender ao padrão internacional de sustentabilidade LEED Gold, com soluções voltadas à eficiência energética, conforto térmico e redução de impactos ambientais.
O consórcio MEZ-RZK Novo Centro tem liderança da Zetta Infraestrutura e reúne também as empresas M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property. A Acciona foi procurada, mas não havia se manifestado até o fechamento desta edição. As demais empresas do grupo concorrente também não retornaram contato.
O plano prevê a instalação de um gabinete do governador na região central, próximo às futuras sedes das secretarias estaduais. Ainda assim, o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, continuará sendo mantido como residência oficial e poderá seguir como local de despachos, inclusive em eventual segundo mandato, por questões de segurança, segundo informações da Secretaria de Parcerias em Investimentos.
Se o cronograma for cumprido, a mudança para o novo complexo poderá ocorrer em 2030. A administração estadual aposta que a injeção concentrada de recursos contribua para acelerar a requalificação urbana da área central, hoje marcada por desafios sociais e estruturais históricos.

