Foto: Reprodução

Lula supera Flávio Bolsonaro em popularidade digital, aponta Quaest

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a liderança do Índice de Popularidade Digital da Quaest após o primeiro turno das eleições. Entre 4 e 15 de outubro, sua pontuação avançou de 76,7 para 82,6, enquanto a de Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 80 para 76,4.

A mudança inverte o cenário observado até a primeira votação, quando o senador apresentava desempenho superior ao do presidente nas redes. O levantamento acompanha a presença e a repercussão dos candidatos no ambiente digital e não corresponde a uma pesquisa de intenção de voto.

O indicador utiliza um algoritmo que processa 175 variáveis de plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube, Google e Wikipédia. Entre os critérios estão alcance, engajamento, mobilização, volume de buscas e proporção de manifestações positivas e negativas.

Na avaliação do diretor da Quaest, Felipe Nunes, o crescimento de Lula está associado à reorganização da comunicação da campanha e à participação dos deputados federais André Janones (Rede-MG) e Ana Elisa (PT-MG). A estratégia passou a incorporar vídeos e ações voltados à mobilização de apoiadores, inclusive pelo WhatsApp.

A movimentação nas ruas também contribuiu para ampliar a repercussão favorável ao presidente. Atos realizados na avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio de Janeiro, além da aprovação do fim da escala 6×1 no Senado, aparecem entre os fatores apontados para a melhora do desempenho.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, recebeu apoios de candidatos derrotados à Presidência e de lideranças como o ex-presidente Michel Temer (MDB), mas essas adesões tiveram efeito limitado sobre seus indicadores digitais. Segundo Nunes, o engajamento da campanha do PL perdeu força, embora continue relevante.

O diretor da Quaest considera que a votação expressiva obtida por Flávio no primeiro turno pode ter reduzido a sensação de urgência entre seus apoiadores. No campo petista, os resultados teriam estimulado uma mobilização mais intensa para a etapa decisiva.

Para Nunes, as próximas medições ajudarão a identificar se o movimento representa uma tendência duradoura. A disposição dos eleitores para participar da campanha e comparecer às urnas permanece como um dos elementos centrais da disputa.

WhatsApp
Facebook
Twitter