O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, em mais um episódio da crise que envolve a cúpula da corporação e integrantes do Judiciário.
A decisão também alcança o delegado Leandro Almada, afastado do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
Ao justificar a medida, Mendonça afirmou que o afastamento busca impedir possíveis constrangimentos ilegais e assegurar condições para que autoridades e servidores envolvidos nos procedimentos em andamento possam exercer suas funções sem interferências.
A saída de Andrei ocorre depois de semanas de tensão entre o diretor-geral e Mendonça, num ambiente institucional agravado pelas investigações relacionadas ao Banco Master e pelas divergências públicas em torno da condução dos trabalhos da Polícia Federal.
Nos últimos dias, a permanência de Andrei no cargo já havia se transformado em objeto de disputa política e judicial. O Partido Novo chegou a encaminhar ao Supremo pedidos de afastamento cautelar e de prisão preventiva do diretor-geral, dentro das discussões relacionadas à Operação Compliance Zero.
A decisão desta terça-feira amplia a crise envolvendo a Polícia Federal e o Supremo justamente num momento de forte exposição das divergências internas entre autoridades responsáveis pelas investigações.
Até a publicação das primeiras informações sobre a decisão, ainda não haviam sido divulgados todos os detalhes sobre a duração do afastamento nem sobre quem assumirá interinamente o comando da Polícia Federal.

