Foto: Reprodução

Pedro Alliana assume Presidência do Paraguai após destituição de Santiago Peña

O Paraguai passou por uma mudança de governo nesta sexta-feira (6), com a posse de Pedro Alliana na Presidência da República. Até então vice-presidente, ele assumiu o comando do país depois que o Senado aprovou o impeachment de Santiago Peña, acusado de irregularidades relacionadas à crise de uma das maiores instituições financeiras paraguaias.

A destituição ocorreu após o colapso do banco Ueno, que teve suas atividades interrompidas na terça-feira (3), por determinação do Banco Central. A instituição enfrentava problemas de solvência e suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo empresas ligadas aos próprios controladores.

Com aproximadamente 3 milhões de clientes, o banco administrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos previdenciários. Peña, que governava desde 2023, manteve participação acionária no grupo proprietário da instituição até março de 2025.

O ex-presidente foi acusado de conflito de interesses, interferência na fiscalização bancária e possíveis irregularidades na administração de recursos públicos. Ele nega ter cometido crimes.

A crise provocou manifestações populares e aumentou a pressão política pela saída do presidente. Após a aprovação do impeachment, Alliana prestou juramento diante do Congresso Nacional, assumindo o compromisso de restabelecer a confiança nas instituições e buscar soluções para os clientes prejudicados pelo fechamento do banco.

Integrante do Partido Colorado, a mesma legenda de Peña, Alliana tem 52 anos e uma trajetória política que inclui mandatos como governador e deputado. O novo presidente deverá concluir o mandato presidencial previsto até agosto de 2028.

Em seu primeiro pronunciamento, anunciou medidas para acelerar a restituição dos recursos aos correntistas afetados e defendeu maior transparência na administração pública.

O Congresso também elegeu Antonio Barrios para a Vice-Presidência, completando a reorganização do governo paraguaio em meio a uma das mais graves crises políticas e financeiras recentes do país.

WhatsApp
Facebook
Twitter