A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, a quinta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master. Segundo a PF, o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, teria recebido vantagens indevidas para atuar em favor do banqueiro Daniel Vorcaro.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, com concordância da Procuradoria-Geral da República. Agentes estiveram na residência do parlamentar, em Brasília, onde apreenderam seu celular e US$ 27 mil em espécie. Ciro acompanhou o cumprimento do mandado.
Além do senador, a operação alcançou endereços em São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. O preso foi Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como operador financeiro do grupo.
A PF também mirou Raimundo Nogueira, irmão do senador, e Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário de Ciro. Segundo os investigadores, eles teriam papel de apoio formal, operacional e financeiro no suposto esquema.
Na decisão, André Mendonça citou indícios reunidos pela investigação, como comprovantes bancários, registros de viagens e mensagens eletrônicas. Para a PF, esses elementos sustentam suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa.
A Justiça autorizou ainda o bloqueio de R$ 18 milhões e a apreensão de bens de luxo, incluindo veículos, joias e relógios. Ciro Nogueira nega participação em atividades ilícitas e afirma colaborar com as autoridades.

