O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), foram afastados das funções por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4). A apuração aponta indícios de irregularidades em licitações relacionadas às obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Segundo a determinação judicial, também foram autorizados 13 mandados de busca e apreensão e o afastamento temporário de servidores. As diligências ocorreram na capital amapaense e se estenderam a Belém (PA) e Natal (RN). Em Macapá, foram alvos endereços associados ao prefeito — incluindo locais ligados à sua atividade profissional, conforme a apuração.
De acordo com informações obtidas durante a investigação, entre os afastados estão, além do prefeito e do vice, a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura.
O que a PF apura
A Polícia Federal investiga a suspeita de um esquema voltado ao direcionamento de concorrências públicas, com possível desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O foco é um contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde para execução das obras do Hospital Geral Municipal, uma das principais intervenções de infraestrutura da área na cidade.
Os investigadores apontam sinais de manipulação do processo licitatório para favorecer interesses específicos e de movimentações financeiras consideradas atípicas, que teriam sido utilizadas para ocultar a origem de valores. O empreendimento tem orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões.
A operação busca reunir elementos para esclarecer se a obra foi utilizada como instrumento de enriquecimento ilícito envolvendo agentes públicos e empresários.

