Foto: ALERJ

PF prende Márcio Canella, pré-candidato ao Senado, após encontrar fuzil em carro

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira, 7, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.

Canella era alvo de um mandado de busca e apreensão quando os agentes encontraram um fuzil calibre 5.56 dentro de seu carro. Segundo a Polícia Federal, ele foi preso pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito. À TV Globo, o ex-prefeito afirmou que a arma não era dele.

A operação investiga uma suposta organização criminosa ligada a uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio. De acordo com a PF, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos em um possível esquema de lavagem de dinheiro, com suspeita de anuência de agentes públicos e políticos.

Nesta etapa, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Em endereços ligados a investigados, os policiais apreenderam armas, joias, dinheiro e carros de luxo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas apontadas como vinculadas ao grupo.

As investigações começaram a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que identificou movimentações consideradas suspeitas. Segundo a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros crimes que venham a surgir no decorrer da apuração.

Márcio Canella iniciou sua trajetória política como vereador em Belford Roxo, foi deputado estadual e vice-prefeito do município na gestão de Waguinho. Em 2024, foi eleito prefeito da cidade, mas renunciou ao cargo em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado. Ele tem apoio do senador Flávio Bolsonaro e do deputado estadual Douglas Ruas.

A Operação Unha e Carne ocorre no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas, que determinou a atuação da Polícia Federal em investigações sobre possíveis relações entre agentes públicos e facções criminosas no Rio de Janeiro.

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