Foto: Reprodução

Preso na Papuda, Daniel Vorcaro participa do segundo turno das eleições presidenciais

O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, participou da votação do segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Preso preventivamente desde março, ele exerceu o direito ao voto em uma seção eleitoral organizada dentro da unidade prisional.

Vorcaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Para participar das eleições, solicitou a transferência temporária de seu domicílio eleitoral, procedimento autorizado pela Justiça Eleitoral. O empresário também havia votado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades e fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, Vorcaro permanece sob custódia judicial, mas não possui condenação criminal definitiva que determine a suspensão de seus direitos políticos.

Outros investigados também tiveram situações distintas durante a votação. O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, preso desde novembro de 2025 em investigação sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários, compareceu às urnas na Papuda.

Já Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e investigado no caso Master, decidiu não participar da votação, repetindo a escolha feita no primeiro turno.

Por que presos provisórios podem votar?

A Constituição brasileira estabelece a suspensão dos direitos políticos de pessoas condenadas criminalmente por decisão definitiva, quando não existem mais possibilidades de recurso. Entretanto, quem está submetido à prisão preventiva, sem condenação transitada em julgado, mantém, em regra, o direito de participar das eleições.

Para o pleito de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assegurou a instalação de seções eleitorais em estabelecimentos prisionais, permitindo a votação de pessoas legalmente habilitadas. A medida observa o princípio da presunção de inocência e as garantias constitucionais.

A situação é diferente da enfrentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Com a condenação definitiva, Bolsonaro teve seus direitos políticos suspensos e ficou impedido de votar neste domingo.

 

 

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