Servidores de Taubaté recusam nova proposta da Prefeitura e greve continua

Os servidores municipais de Taubaté decidiram manter a greve da categoria após nova assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 16 de junho. A paralisação começou no dia 2 de junho e segue sem previsão de encerramento.

A categoria voltou a rejeitar a proposta apresentada pela Prefeitura. Entre as reivindicações do sindicato estão nove pontos, com destaque para a recomposição salarial de 9,43%, percentual que, segundo a entidade, corresponde à inflação acumulada dos dois últimos anos. O funcionalismo afirma que não recebeu revisão dos salários em 2025 nem em 2026.

A administração municipal ofereceu reajuste de 2,5%, mas somente a partir de 2027. Pela proposta, 1% seria pago na folha de janeiro e o restante em março. A Prefeitura também propôs elevar o vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro deste ano, atendendo a uma das demandas apresentadas pelo sindicato.

Na última sexta-feira, 12 de junho, o prefeito Sérgio Victor, do Novo, afirmou que a situação financeira do município impede avanços maiores na negociação e declarou que a Prefeitura chegou ao limite do que pode oferecer.

A tentativa de conciliação no Tribunal de Justiça, realizada na segunda-feira, 15 de junho, terminou sem acordo. Como não houve apresentação de nova proposta, o processo movido pela Prefeitura contra o Sindicato dos Servidores será encaminhado para julgamento no Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores. Ainda não há data definida para a análise.

Desde o início da greve, uma liminar do Tribunal de Justiça determina que 70% dos servidores permaneçam trabalhando para garantir a manutenção dos serviços essenciais. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 20 mil. O sindicato foi notificado da decisão no dia 8 de junho.

A Prefeitura sustenta que a determinação judicial não estaria sendo cumprida integralmente e afirma que a paralisação tem afetado áreas como saúde e educação. O município chegou a pedir, em duas ocasiões, o aumento da multa para R$ 50 mil por dia, além do bloqueio das contas do sindicato e da responsabilização pessoal de seus dirigentes. Os pedidos, no entanto, foram negados pelo Tribunal de Justiça nos dias 9 e 12 de junho.

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