Foto: Reprodução

Trump ameaça Delcy Rodríguez após captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4) que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode “pagar um preço muito alto”, possivelmente “maior do que Maduro”, caso “não faça o que é certo”. A declaração foi atribuída a uma entrevista à revista americana The Atlantic e ocorre um dia depois de Trump ter feito elogios a Rodríguez, no sábado, na esteira da operação em que forças norte-americanas prenderam Nicolás Maduro e a esposa dele em Caracas.

Segundo o relato publicado, a fala de Trump sobre Delcy veio como aviso direto, em tom de pressão política, em meio ao argumento de que a ação para deter Maduro teria como objetivo “reconstruir o país” e promover uma “mudança de regime” — expressão usada pelo próprio presidente ao defender a decisão. Na mesma linha, ele sustentou que essa alternativa seria “melhor do que a situação atual” e declarou que “não pode piorar”.

A vice-presidente venezuelana, por sua vez, reagiu posteriormente indicando que o país defenderá seus recursos naturais, sinalizando que a disputa, além de política, tende a se deslocar para o terreno econômico e estratégico, especialmente em torno de ativos e riquezas consideradas sensíveis.

As imagens também registram outra afirmação que amplia o alcance do discurso: Trump disse que outros países poderiam estar sujeitos a intervenção norte-americana. Como exemplo, citou a Groenlândia, território ligado à Dinamarca — integrante da Otan — e cravou: “Precisamos da Groenlândia, com certeza”, frase que reacende tensões diplomáticas ao tocar em um aliado formal dos Estados Unidos dentro da aliança militar.

O conjunto das declarações reforça um cenário de escalada verbal e geopolítica após a operação na Venezuela, com sinais de que Washington pretende ampliar a pressão não apenas sobre Caracas, mas também projetar a ideia de que poderá agir em outros tabuleiros considerados estratégicos.

WhatsApp
Facebook
Twitter