O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) poderá permanecer em território americano pelo período que desejar. A declaração foi feita na noite de sábado (31), durante uma festa de Halloween em Mar-a-Lago, na Flórida, poucos dias depois de o senador brasileiro deixar o país após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Ao conversar com jornalistas, Trump voltou a questionar o resultado das eleições brasileiras, classificando o pleito como vergonhoso, embora não tenha apresentado provas de irregularidades. O republicano também afirmou que não pretende se reunir com Flávio Bolsonaro neste momento, apesar de autorizar sua permanência nos Estados Unidos.
A saída do senador ocorreu depois de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes. Flávio é investigado em procedimentos que envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras. O parlamentar nega as acusações e sustenta ser alvo de perseguição política.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Flávio e seus familiares receberam autorização de entrada nos Estados Unidos por meio de um mecanismo migratório excepcional, de caráter humanitário, cuja duração habitual é de até um ano. A declaração de Trump, portanto, não representa automaticamente a concessão de residência permanente.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou participação direta do governo na organização da viagem do senador. Reportagens internacionais, entretanto, apontam que Jason Miller, ligado à Casa Branca, teria colaborado com os preparativos do deslocamento.

